Volume de água na Lua pode ser maior do que se imaginava

Fonte: site UOL

Cientistas patrocinados pela da Nasa (agência espacial americana) estimam que o volume de moléculas de água presa em minerais encontrados na Lua pode ser bem maior do que se imaginava.

Pesquisadores do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, em Washington, junto com outros cientistas, afirmam que a quantidade de água esteve presente durante a formação da Lua, enquanto o magma quente começou a esfriar e a se cristalizar. A descoberta significa que a água é natural do satélite natural da Terra, em vez de ter sido trazida por asteroides que caíram lá.

“Durante 40 anos, pensávamos que a Lua fosse seca”, afirmou Francis McCubbin, autor do trabalho publicado na edição desta segunda-feira (14) do “Proceedings of the National Academy of Sciences”. A equipe analisou compostos presentes em minerais de amostras coletadas pela missão Apollo e um meteorito lunar.

O grupo utilizou testes que detectam elementos na dimensão de partes por bilhão. Eles descobriram que o conteúdo mínimo de água variava de 64 partes para cinco partes por bilhão para cinco partes por milhão. O resultado tem pelo menos dois graus de magnitude a mais que os resultados anteriores, que estimavam uma quantidade inferior a uma parte por bilhão.

Jim Green, diretor de divisão da Nasa em Washington, esclarece que a água referida pelos pesquisadores é encontrada na forma de hidroxil (composto químico representado pelo radical OH).

Os cientistas acreditam que a origem da Lua é o resultado do impacto de um objeto do tamanho de Marte na Terra a cerca de 4,5 bilhões de anos. O impacto colocou uma grande quantidade de material na órbita da Terra, o que teria gerado a Lua. O oceano de magma que se formou em algum ponto do processo de compactação da Lua esfriou e, então, ou a água escapou ou foi preservada como moléculas de hidroxil nos minerais cristalizados.
Estudos anteriores revelaram a evidência de água na superfície e no interior da Lua, a partir da análise de dados coletados pela sonda indiana Chandrayaan-1 e de amostras lunares.

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