Cientista diz que viagem em dobra não é impossível

Fonte: TrekBrasilis

Explorar mundos distantes não é uma visão impossível para os escritores de ficção científica, que sempre levaram a imaginação através dos confins do universo em fabulosas naves espaciais. Agora um cientista da NASA parece querer transformar uma ficção de Jornada em fato científico, a velocidade de dobra.

A NASA implementou em 2011 um avançado laboratório de física de propulsão, informalmente conhecido como “Eagleworks“, para prosseguir na pesquisa de tecnologias de propulsão necessárias para permitir a exploração humana do sistema solar ao longo dos próximos 50 anos, e permitindo o voo espacial interestelar até o final do século. Este trabalho apóia diretamente os objetivos do ”Breakthrough Propulsion” da agência.

O Dr. Harold “Sonny” White, atualmente, atua como Líder do Advanced Propulsion Theme Lead e é o representante do Johnson Space Center para os Grupos de Trabalho de sistemas nucleares. O trabalho que está sendo perseguido por este laboratório é aplicado na investigação científica nas áreas do vácuo quântico, gravidade, natureza do espaço-tempo, e outros fenômenos fundamentais da física.

Numa tentativa de encontrar alternativas que nos permitam viajar extremamente rápido, sem quebrar as leis da física, Dr. White e outros físicos descobriram brechas em algumas equações matemáticas, brechas essas que indicam que a dobra do espaço-tempo é realmente possível, “Talvez uma experiência de Jornada em nossa existência não seja uma possibilidade remota”, disse o cientista num artigo seu publicado no Icarus Interestellar, um grupo sem fins lucrativos de cientistas e engenheiros dedicados a perseguir vôo espacial interestelar.

Um trabalho teórico recente publicado por White sugere que é possível projetar o espaço-tempo, criando condições semelhantes ao que impulsiona a expansão do cosmos. ”A forma canônica da métrica de Alcubierre nos fornece uma nova visão sobre como um dispositivo de teste poderia ser construído para gerar uma região esférica de perturbação de 1 cm de diâmetro”, disse White em sua dissertação.

Essas equações estão sendo testadas agora usando um instrumento chamado White-Juday Warp Field Interferometer (Interferômetro de Campo de Dobra White-Juday). Este interferômetro a laser vai tentar gerar e detectar um exemplo microscópico de uma pequena bolha de dobra.

Através de um Q-Thrister, propulsor de plasma quântico de vácuo, usando os mesmos princípios por trás dos propulsores magnetohidrodinâmicos (MHD), o plasma virtual é exposto a campos cruzados que forçam o plasma numa direção a alta velocidade. Q-Propulsores diferentes usando as flutuações do vácuo quântico como a fonte de combustível, podem eliminar a necessidade de transportar o propulsor.

O Dr. White diz que, se tudo for confirmado nos experimentos práticos, “seremos capazes de criar um motor que vai nos levar a Alpha Centauri em duas semanas, medida pelos relógios aqui na Terra ou visitar Gliese 581g, um planeta parecido com a Terra, 20 anos-luz de distância, em dois anos”. O tempo será o mesmo na nave e na Terra, afirma o cientista, e não haverá aquela “maré de forças fisicas dentro da bolha, sem problemas indevidos, e a aceleração adequada lá dentro será zero. Ao ligar o campo, ninguém será esmagado contra a parede pela aceleração, o que tornaria essa viagem muito curta e triste”.

Outro problema seria as necessidades energéticas colossais para dobrar o espaço em volta da uma nave. No entanto, a análise teórica de White demonstrou que as necessidades de energia podem ser reduzidas primeiro para optimizar a espessura da bolha de dobra, e ainda pela oscilação da intensidade da bolha para reduzir a rigidez do tempo-espaço. Essa redução seria equivalente a passar de uma massa exótica de energia escura do tamanho de Júpiter para uma quantidade menor do que a sonda Voyager 1 (500 kg) criando uma bolha de 10 metros com uma velocidade efetiva de 10 vezes a velocidade da luz, o que já seria uma melhoria e tanto, né?

White, que chamou o projeto de uma “experiência humilde”, acredita que muito ainda tem de ser feito para que seja comprovada uma real velocidade de dobra, mas disse que representa um primeiro passo promissor, “Embora este seja apenas um exemplo pequeno dos fenômenos, vai ser a prova de existência para a idéia de perturbar o espaço-tempo como uma “pilha de Chicago” foi naquele momento”, disse o entusiamado cientista. “Lembre-se que em dezembro de 1942 viu-se a primeira demonstração de uma reação nuclear controlada que gerou meio watt. Esta prova de existência foi seguida pela ativação de um outro reator de quatro megawatts em novembro de 1943. A prova de existência para a aplicação prática de uma idéia científica pode ser um ponto de inflexão para o desenvolvimento da tecnologia”.

White prometeu que apresentaria algum resultado no 100 Year Starship Symposium em Houston, realizado neste último fim de semana, e que teve a participação dos atores Nichelle Nichols e LeVar Burton, do presidente Bill Clinton, entre outras celebridades, cientistas e astronautas.

Então, mãos à obra, Scott!

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