Astronautas treinando em uma instalação da Agência Espacial Européia.

Futurando – como é o treinamento de astronautas

O Futurando chegou à edição 50, e para comemorar esta data especial o programa vai mostrar as últimas novidades do espaço! Conheça como funciona o treinamento de astronautas e também uma fábrica de foguetes.

Para ir ao espaço, os astronautas precisam de um treinamento especial. A equipe do Futurando foi ver como é a preparação deles antes entrar em órbita e conhecer alguns experimentos que serão levados para a Estação Espacial Internacional no próximo ano.

O programa vai mostrar também equipamentos especiais usados no treinamento de astronautas. No Centro Aeroespacial Alemão (DLR), em Colônia, uma centrífuga foi montada para submeter o astronauta a diferentes tipos de pressão e estresse.

São poucos que conseguem ver a Terra do espaço, e alguns astronautas dizem que é uma sensação única, principalmente porque, lá de cima, a Terra não tem fronteiras. Um grupo de astronautas se encontra regularmente para difundir a ideia de união entre as nações. O Futurando conversou com eles.

Técnica no espaço

Ser o primeiro país a enviar um humano ao espaço, ser o primeiro a pisar na Lua, conquistar proezas fora da Terra são motivos de disputa constante entre alguns países. O próximo programa vai mostrar como está a corrida espacial atualmente.

E com tantos países mandando satélites para o espaço há décadas, o resultado é um grande acúmulo de lixo espacial em volta do planeta. A equipe do Futurando foi conhecer pesquisas científicas que prometem minimizar este problema. Cientistas alemães desenvolveram um raio laser capaz de atingir os entulhos e reduzir o risco de colisões.

Conheça também o maior satélite de comunicação da Europa. Ele promete melhorar a qualidade da internet, TV e telefones celulares.

Satélites e telescópios estão cada vez mais avançados, o que possibilitou a descoberta de novos corpos celestes. Veja no próximo programa um planeta descoberto que tem características parecidas com as da Terra.

Toda essa tecnologia espacial é desenvolvida por especialistas. A equipe do Futurando foi conhecer a empresa aeroespacial Astrium, onde foguetes e até uma parte da Estação Espacial Internacional são construídos.

  • Data 21.08.2013
  • Autoria Kamila Rutkosky
  • Edição Francis França

O Futurando é transmitido no Brasil pela Rede Minas. Para assistir online, acesse http://www.redeminas.tv/

Futurando é exibido aos sábados, às 13h00.

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Nasa anuncia descoberta de planetas mais ‘habitáveis’ já descobertos

A Nasa, a agência espacial americana, anunciou a descoberta dos dois planetas mais “habitáveis” já descobertos.

Eles são ligeiramente maiores que a Terra e orbitam uma estrela a 1.200 anos-luz da Terra.

Segundo os cientistas, os dois planetas têm a dimensão correta e estão a uma distância ideal da estrela hospedeira para criar as condições para a existência de água em sua superfície.

Os dois planetas, batizados de Kepler-62e e Kepler-62f, foram detectados pelo telescópio Kepler.

O Kepler já havia detectado mais de 600 planetas, muitos deles parecidos com a Terra, mas até agora nenhum com condições tão propícias para a existência de vida.

Eles podem ser chamados de “superterras”, pois suas dimensões são maiores do que as do nosso planeta, cerca de uma vez e meia o diâmetro da Terra.

Os pesquisadores afirmam que o tamanho destes planetas sugere que eles sejam rochosos, como a Terra, ou compostos em sua maior parte de gelo. Certamente eles parecem pequenos demais para serem planetas gasosos como Netuno ou Júpiter.

Os planetas 62e e o 62f também parecem estar a uma distância adequada da estrela que orbitam e isto faz com que eles recebam uma quantidade tolerável de energia. Não são quentes demais nem frios demais.

A equipe de cientistas afirma ainda que, com o tipo certo de atmosfera, é razoável especular que estes planetas possam ter água em estado líquido, uma condição que todos aceitam como necessária para o estabelecimento da vida.

“Declarações sobre a habitabilidade de um planeta sempre dependem de pressupostos”, afirmou Lisa Kaltenegger, especialista em teorias sobre atmosferas de exoplanetas e que participa do grupo que descobriu estes novos planetas.

“Vamos supor que os planetas Kepler-62e e o 62f são mesmo rochosos, como o raio deles indica. Vamos supor ainda mais que eles têm água e sua composição atmosférica é parecida com a da Terra, dominada por nitrogênio e contendo água e dióxido de carbono”, acrescentou a pesquisadora do Instituto Max Planck para Astronomia, em Heidelberg.

“Neste caso, os dois planetas podem ter água líquida na superfície: Kepler-62f recebe menos radiação de sua estrela que a Terra do Sol e, portanto, precisa de mais gases de efeito estufa, por exemplo, mais dióxido de carbono, do que a Terra, para não congelar.”

“O Kepler-62e está mais perto de sua estrela, e precisa de uma cobertura de nuvens maior, suficiente para refletir parte da radiação da estrela e permitir água líquida em sua superfície.”

Mas, a tecnologia atual não permite a confirmação de nenhuma destas especulações. Com telescópios mais avançados, os cientistas afirmam ser possível enxergar além do brilho intenso da estrela destes planetas e observar apenas a luz fraca que passa através da atmosfera de um pequeno mundo ou que é refletida por sua superfície.

Isto permitiria detectar assinaturas químicas associadas com gases atmosféricos específicos e talvez até alguns processos na superfície dos planetas.

No passado, os pesquisadores já falaram em tentar detectar um marcador de clorofila, o pigmento das plantas que tem um papel crucial na fotossíntese.

 

Veja reportagem em video na BBC BRASIL: http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2013/04/19/130419111337_nasa_2_304x171_nasa_nocredit.jpg

ASTRÔNOMOS Observam Possível Nascimento de um Planeta

Extraído de HypeScience (www.hypescience.com)

Ao observar a estrela HD 100546 (localizada a “próximos” 335 anos-luz da Terra), cientistas perceberam que ao seu redor havia um disco de gás e poeira e, dentro dele, um possível planeta em formação. “Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico abordado especialmente por meio de simulações geradas por computador”, explica Sascha Quanz, líder da equipe de pesquisadores.

“Se a nossa descoberta for de fato um planeta em formação”, diz, “pela primeira vez cientistas poderão estudar empiricamente o processo de formação de um planeta e sua interação com o ambiente de origem em um estágio bastante inicial”.

O protoplaneta (como é chamado um “planeta em potencial”) pode evoluir para um planeta gigante de gás, similar a Júpiter. Embora otimistas, os pesquisadores lembram que são necessários mais estudos para confirmar se é realmente um planeta em formação ou outro fenômeno astronômico – como, por exemplo, um planeta sendo “ejetado” de um sistema.

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(por Guilherme de Souza)

“Suas passagens, por favor!”

Virgin quer realizar teste de nave espacial neste ano.

Concepção artística retratando o lançamento da SpaceShipTwo

Concepção artística retratando o lançamento da SpaceShipTwo

IRENE KLOTZ – REUTERS
A Virgin Galactic, parte do Virgin Group de Richard Branson, planeja realizar um voo de teste de sua primeira nave espacial fora da atmosfera terrestre neste ano, e o serviço comercial de passageiros em voos suborbitais deve ser iniciado em 2013 ou 2014, disseram executivos da empresa na segunda-feira.

Quase 500 clientes já assinaram para voos no SpaceShipTwo, uma espaçonave que acomoda seis passageiros e dois pilotos e está sendo construída e testada pela Scaled Composites, companhia aerospacial fundada pelo projetista aeronáutico Burt Rutan mas agora controlada pela Northrop Grumman.

Os voos suborbitais, que custarão 200 mil dólares por passageiro, devem atingir altitude de 109 quilômetros, o que propiciará aos viajantes alguns minutos de gravidade zero e permitirá que vejam a Terra tendo como fundo a escuridão do espaço.

“Na área suborbital, existe muito a ser feito. Trata-se de uma área que não foi explorada nas últimas quatro décadas”, disse Neil Armstrong, que era pioloto de teste do avião de pesquisa X-15 nos anos 60 antes de se tornar astronauta e liderar a primeira missão a pousar na Lua.

“Há muita oportunidade”, disse Armstrong aos 400 participantes da Next-Generation Suborbital Researchers Conference, em Palo Alto, Califórnia. “Espero que algumas das novas abordagens venham a se provar lucrativas e úteis. E estou seguro de que isso acontecerá”.

A Virgin Galactic é a mais visível entre as empresas que estão desenvolvendo espaçonaves para propósitos de turismo, pesquisa, educação e negócios.

O SpaceShipTwo, o primeiro aparelho na frota de cinco espaçonaves que a Virgin planeja, já completou 31 testes de voo na atmosfera -15 deles atrelados ao WhiteKnightTwo, o avião que o transporta, e 16 em voo planado- disse William Pomerantz, vice-presidente de projetos especiais da Virgin Galactic, em palestra na conferência.

Os preparativos para os primeiros voos propelidos por foguete estão em curso no centro de montagem da Scaled Composites em Mojave, Califórnia, e o teste inicial deve acontecer neste ano.

“Esperamos instalar o motor-foguete na espaçonave ainda neste ano, e começar os testes com autopropulsão”, disse David Mackay, chefe dos pilotos de teste da Virgin Galactic, durante a conferência.

“Gostaríamos de ser os primeiros a fazê-lo, mas não estamos correndo contra ninguém. Não se trata de uma corrida espacial como a ocorrida na era da Guerra Fria”, acrescentou.

“O intervalo entre o primeiro voo com motor e o primeiro voo espacial não será longo, e de lá para o primeiro voo comercial ao espaço tampouco deve haver muita demora”, disse Pomerantz a jornalistas, mais tarde.

Ele disse que os serviços de passageiros começariam em 2013 ou 2014, a depender dos resultados dos testes de voo e outros fatores, tais como o treinamento de pilotos.

PLANETA ÁGUA – encontrado a 40 anos-luz da Terra

Cientistas dizem que sua estrutura não se parece com nada conhecido.

 

Com ajuda do Telescópio Espacial Hubble, astrônomos identificaram um novo tipo de planeta localizado fora do Sistema Solar: composto em sua maior parte por água e rodeado de uma espessa atmosfera de vapor.

Ilustração feita pela ESA indica que planeta aquoso orbita uma estrela vermelha - Nasa/Efe
Nasa/Efe
Ilustração feita pela ESA indica que planeta aquoso orbita uma estrela vermelha

“É um planeta que não se parece com nada do que conhecemos até agora”, afirmou Zachory Berta, do Centro Harvard Smithsonian de Astrofísica (CfA, na sigla em inglês), que liderou a equipe internacional de cientistas. “Uma proporção enorme de sua massa é composta de água.”

O planeta GJ 1214b foi descoberto em 2009, mas só agora os cientistas confirmaram detalhes de sua atmosfera. Em 2010, outro grupo do mesmo centro observou o planeta e concluiu que sua atmosfera poderia ser formada por vapor de água ou nuvens. Agora, foi usada a câmera infravermelha do Hubble para confirmar que a atmosfera do GJ 1214b era formada por uma espessa e densa camada de vapor de água.

O planeta é aproximadamente 2,7 vezes maior que a Terra e tem massa 7 vezes superior – o que o coloca na classe dos exoplanetas conhecidos como superterras. Ele orbita a uma distância de cerca de 2 milhões de quilômetros de uma estrela vermelha. A temperatura estimada na sua superfície é de 230°C.

A conclusão o GJ 1214b tem uma estrutura muito diferente da Terra. “As temperaturas elevadas e a alta pressão podem formar substâncias que são completamente estranhas”, diz Berta. O planeta se encontra na constelação conhecida como Serpentário – a 40 anos-luz da Terra.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu um astro que orbita na área habitável de sua estrela, a 22 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9.460 bilhões de quilômetros), com mais possibilidades de ter água e vida que qualquer outro exoplaneta, segundo anúncio na publicação “Astrophysical Journal Letters”.

Sistema triplo Gliese (GJ) 667.

Na figura acima a estrela avermelhada destacada na parte inferior direita é a estrela em órbita da qual o novo planeta foi localizado. Os outros componentes do sistema distam cerca de 135 u.a. dela, e indicado pela seta, o Sol (a cerca de 23 anos-luz do conjunto).

Com um período orbital equivalente a 28 dias terrestres, o planeta GJ 667Cc, que tem no mínimo 4,5 vezes a massa da Terra, gira ao redor de seu sol na zona onde a temperatura não é nem quente nem fria demais para que exista água em estado líquido em sua superfície.

“Este planeta reúne as melhores condições para manter água em estado líquido e é, portanto, o melhor candidato a abrigar vida tal qual nós a conhecemos”, explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalhou na pesquisa pelo Carnegie Institution for Science, em Washington, nos Estados Unidos.

A órbita na qual está reúne as condições nas quais poderia existir água, sem necessidade de cumprir outros requisitos como acontece com alguns planetas descobertos que, por exemplo, precisariam de uma atmosfera com muitos gases estufa.

Os pesquisadores encontraram evidência de pelo menos um e possivelmente outros dois planetas orbitando a estrela GJ 667C.

O estudo indica que a estrela pertence a um sistema triplo e tem uma composição diferente do Sol, com concentração muito inferior de elementos mais pesados que o hélio como o ferro, o carbono e o silício.

Segundo os pesquisadores, isto indica que a existência de planetas habitáveis pode dar-se em uma maior variedade de ambientes do que se acreditava anteriormente.

A equipe descobriu que o sistema também poderia conter um planeta gigante de gás e outro astro maior que a Terra com um período orbital de 75 dias. No entanto, são necessárias novas observações para confirmá-lo.

Sistema triplo Gliese (GJ) 667. A estrela avermelhada abaixo à direita é a componente “c” do sistema, em órbita da qual o novo planeta telúrico foi encontrado.

“ORA, DIREIS, OUVIR ESTRELAS…” (Olavo Bilac)

NGC 3324

NGC 3324

Nebulosa NGC 3324 está localizada a 7,5 mil anos-luz de distância da Terra.
Imagem foi feita por telescópio do Observatório La Silla, no Chile.

Uma foto divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra uma região no espaço onde nascem estrelas que mais se parece com o rosto de uma pessoa vista de lado.

A curiosa imagem foi feita pelo instrumento Wide Field Imager, que está instalado em um telescópio do Observatório La Silla, no Chile. O berçário estelar fica a 7,5 mil anos-luz de distância da Terra — 1 ano-luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.

O nome técnico da nebulosa é NGC 3324, mas ela também é conhecida como Gabriela Mistral, nome da poetisa chilena escolhida como Nobel de Literatura em 1945, por conta do rosto em perfil que parece ter sido formado pelos gases e poeira no local. A “maternidade” estelar se encontra na direção da constelação da Carina, típica dos céus do hemisfério Sul, e é composta de gás e poeira.

O local brilha por conta da radiação ultravioleta que é enviada pelas estrelas jovens e quentes existentes por ali. Na mesma região, é possível observar uma das principais nebulosas conhecidas no espaço: a Nebulosa da Carina, que serve de “abrigo” para Eta Carinae, um dos objetos mais famosos no espaço e que já chegou ser uma das estruturas mais brilhantes no céu há 150 anos.