Tradutor universal mais próximo de Jornada

Fonte: TrekBrasilis

universal translatorA barreira linguística nunca foi um problema para os personagens de Jornada em razão do tradutor universal, tecnologia essa considerada, para alguns, fantasiosa ou futurista. Mas ao que parece, esse futuro já começou. A Skype e a Microsoft Translator estão apresentando um aparelho que funcionará em conversas em vídeo realizando traduções em áudio e texto.

 

A Microsoft anunciou o que classifica de enorme avanço em matéria de tradução simultânea e disse que oferecerá uma versão de testes através do Skype, sua unidade de mensagens, até o fim de 2014. Com a novidade, chamadas de vídeo pela aplicação entre pessoas que falam diferentes idiomas poderiam ter uma tradução simultânea de texto.

tradutor_universal 2A empresa exibiu seu novo Skype Translator no evento Code Conference, realizado nesta terça, na Califórnia, afirmando que torna realidade a visão do “tradutor universal” de Star Trek.

“A Skype sempre foi de quebrar barreiras”, disse Gurdeep Pall , vice-presidente corporativo da Skype e Lync da Microsoft. “E a barreira da língua é enorme. Sempre foi um bloqueador para a produtividade e conexão humana. O Skype Tradutor nos ajudará a superar essa barreira. Você vai ter a certeza de que poderá se comunicar com qualquer pessoa, sem barreiras linguísticas”.

“Estamos ainda nas primeiras fases desta tecnologia, mas a visão de Star Trek sobre um tradutor universal não está a uma galáxia de distância e seu potencial é tão excitante quanto os exemplos de Star Trek”, afirma em seu blog Gurdeen Pall.

Na ocasião, foi apresentado um bate-papo mostrando uma tradução de alemão para inglês e vice-versa (há 40 idiomas na lista de línguas do aplicativo). O diálogo foi exibido nos dois idiomas tanto em áudio quanto em legenda (alguns alemães que estavam no evento disseram que a tradução estava “boa”). Você pode ver a apresentação neste video.

“O produto, resultado de anos de pesquisas na Microsoft, estará disponível como aplicativo no Windows 8 antes do fim do ano”, disse Pall.

NASA se inspira em aparelho médico de Jornada

Fonte: TrekBrasilis

Star-Trek-Dermal-RegeneratorQuem não se lembra do Regenerador Dérmico usado pela Dra. Beverley Crusher para cicatrizar rapidamente um corte no rosto do comandante Riker em A Nova Geração? Em colaboração com a empresa Grok Technologies, a NASA está desenvolvendo dois aparelhos portáteis semelhantes – BioReplicates e Scionic – que em breve poderão ser usados por astronautas na Estação Espacial Internacional, como parte do kit médico de emergência.

 

“Não é mais ficção científica. Todas as indicações são de que as ciências da vida no século 21 irão mudar dramaticamente durante as próximas décadas e a Grok está trabalhando para definir a vanguarda de uma nova onda científica”, disse o fundador e presidente da Grok Technologies, Moshe Kushman.

De acordo com o comunicado de imprensa, a NASA está “interessada no potencial dessas tecnologias para regenerar ossos e músculos”. A agência quer que esta tecnologia ajude na regeneração de tecidos dos astronautas durante as futuras viagens interplanetárias de longa duração, quando eles “estarão suscetíveis ao desenvolvimento de osteopenia, que é uma condição decorrente da perda de massa óssea, massa muscular e densidade óssea”.

regenerator dermalO BioReplicates regenera o tecido humano e constrói células humanas em 3D e, em conjunto com outro dispositivo, com patente pendente, trata da dor externamente. O objetivo é curar ferimentos leves quase que instantaneamente. Também irá permitir a criação de modelos 3D de tecidos humanos que poderiam ser usados ​​para testes de drogas e cosméticos, uma descoberta científica que pode eliminar completamente testes em animais.

O segundo dispositivo, Scionic, irá tratar da dor músculo-esquelética e inflamação externamente. Ele poderia eliminar a dor por meio de aplicações na pele sem o uso de drogas. Um dispositivo semelhante já está em uso na Agência Espacial Federal Russa (RKA). A versão russa, chamada Scenar, envia sinal elétrico leve através da pele da pessoa para afetar o sistema nervoso central e o cérebro. O cérebro reage a isso de forma semelhante aos analgésicos.

Uma ocorrência comum no espaço é uma condição chamada de osteopenia, que, devido à fraca ou inexistente gravidade, afeta os ossos dos astronautas e acelera a perda muscular. As novas patentes pode ser utilizadas para regenerar o tecido. Se esses aparelhos passarem com êxito em todas as fases de teste, vão se juntar a vários outros projetos pioneiros, que só foram vistos em filmes de ficção científica.

Dunas de Jornada fotografadas em Marte

Fonte: TrekBrasilis

duna de marteA sonda espacial MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), da NASA, flagrou o que parece ser um bando de dunas migratórias em Marte. As dunas parecem se movimentar na formação em V típica dos pássaros migratórios, que se arranjam nessa disposição durante o voo para diminuir o esforço.

Segundo os geólogos, o espaçamento entre as dunas pode ser explicado considerando fatores como quantidade de areia disponível, velocidade do vento e a topografia do terreno.

O detalhe, que está chamando a atenção dos apaixonados pela exploração espacial, é que as dunas têm o formato quase exato do logotipo da Federação na série Jornada nas Estrelas, usado como um broche pelos exploradores da série. Fonte: Inovação Tecnológica.

Cientistas constroem sensor estilo tricorder

Fonte: TrekBrasilis

Scanadu ScoutImagine um mundo onde um aparelho portátil digitaliza seu corpo e diagnostica doenças em segundos, reduzindo visitas hospitalares e potencialmente pode salvar sua vida. Pode soar como coisa de Jornada, mas engenheiros da Califórnia desenvolveram uma versão da vida real de um tricorder médico da série. O Scanadu Scout pode ler a temperatura de uma pessoa, a frequência cardíaca, os níveis de oxigênio no sangue, e mais, simplesmente sendo colocada sobre a testa.

 

O Scout consegue fazer uma leitura de uma pessoa por 10 segundos. Sensores embutidos estabelecem o batimento cardíaco, temperatura, oximetria, respiração, stress, índice de álcool e até consegue dizer se uma mulher está grávida. Ele funciona de forma semelhante ao tricorder médico usado em Jornada, aquele que podia fazer a varredura do corpo de uma pessoa em busca de sinais vitais.

scout 1

O Scout liga-se ao smartphone através do WiFi e a aplicação mostra o parecer médico de acordo com o histórico médico da pessoa e uma base de dados mundial na qual se baseia para tomar as decisões.

Outra das maneiras de interagir com o Scanadu Scout é através de fotografias tiradas com a aplicação no smartphone pois a cor do paciente também é avaliada.

O aparelho foi desenvolvido pela empresa Scanadu localizada no Ames Research Center da NASA, Califórnia.

Um protótipo foi revelado pela primeira vez em 2012 e é o mais recente modelo em exposição no Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas.

scout 2Os fabricantes afirmam que o dispositivo é 99 por cento preciso, em menos de 10 segundos.

O pseudo tricorder usa um adaptador micro-USB que pode ser ligado a uma porta USB, e leva menos de uma hora para carregar a bateria. Quando ele está sendo usado algumas vezes todos os dias, a bateria dura cerca de uma semana, diz a empresa.

O scout era esperado ir à venda até o final de 2013, mas a empresa ainda não anunciou quando estará amplamente disponível no mercado. Ele terá de ser aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA antes que possa ir ao mercado.

Antimatéria nos moldes de Jornada pode existir

Fonte: TrekBrasilis

warp coreOs cientistas estão desenvolvendo um teste para antigravidade que pode revolucionar a física e mudar a nossa forma de entender o universo.  Todo fã de Jornada sabe que a antimatéria é o combustível que permite a Enterprise impulsionar entre as estrelas. Mas agora os cientistas acreditam que podem ter chegado a um passo de investigar a antimatéria e a teoria de que ela é capaz de mover-se contra a gravidade.

Físicos do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) estão usando uma garrafa magnética especial para produzir e armazenar átomos de anti-hidrogênio, ou de antimatéria.

O plano da equipe CERN é ver se os átomos “caem para cima”. Neste caso, dizer que eles “caem para cima” não é absurdo. O fenômeno ocorre porque a antimatéria gera um campo antigravitacional, pois tem carga oposta à da matéria convencional. Por este motivo, ambas se aniquilam quando entram em contato. Se os átomos vão para cima, em vez de para baixo com gravidade, os cientistas descobrirão novas propriedades gravitacionais da antimatéria e toda a teoria da física pode ser transformada.

O Professor Jeffrey Hangst, chefe da equipe de construção do experimento Alpha-2 no Cern, disse ao Sunday Times: “Em termos simples, se colocarmos a antimatéria em um campo gravitacional como o da Terra, ela cairá para cima ou para baixo?”

A teoria de que a antimatéria pode criar um campo anti-gravitacional que repele qualquer coisa ao seu redor, poderia ser usado para impulsionar aviões sem utilizar quase nenhum combustível ou naves em viagens espaciais, como as da série Jornada nas Estrelas.

É extremamente difícil conseguir criar e preservar formas complexas de antimatéria, já que ela é muito instável e, ao interagir com as partículas convencionais, ambas se anulam, resultando numa profusão de energia. Os pesquisadores do CERN estão utilizando um recipiente magnético especial para preservar os átomos de anti-hidrogênio criados. A ideia é ir enfraquecendo aos poucos o campo magnético – se os átomos contrariarem a gravidade terrestre e “caírem para cima”, ficará comprovado que se tratam de antimatéria.

O aprofundamento nos estudos e experimentos envolvendo a substância são particularmente interessantes para a exploração espacial. Até agora, é de longe o método mais eficiente conhecido com a possibilidade de nos levar até as estrelas.

Motor para “dobra espacial” é possível e viável

Fonte: ViAki

Físico confirma que motor para “dobra espacial” é possível e viável
Modelos do equipamento já estão sendo testados em miniatura para comprovar a teoria

dobra-espacial-viuaki

Quem é fã de filmes de ficção científica com certeza já deve imaginar no que implica um motor para dobra espacial: com ele, seria possível viajar pelo espaço em velocidades muito maiores que a da luz. Isso se colocarmos tudo em termos bem simples, já que quem realmente seria acelerado é o próprio espaço e não o equipamento que realizaria a viagem. Complexo? Bastante, mas completamente possível também, segundo o físico Harold White.

Ele apresentou um modelo teórico para um motor de dobra possível e viável para ser construído e operado pelo homem. Na verdade, ele realizou diversos cálculos para resolver problemas da sua teoria anterior, que também trabalhava na ordem da aceleração do espaço, mas requeria quantidades realmente astronômicas de energia e massa. Estamos falando do equivalente a massa de Júpiter para criar o dito motor! Agora, com a teoria atualizada, o valor foi reduzido para menos de 800 kg.

Como isso poderia funcionar

De acordo com White, para criar um motor de dobra seria necessário posicionar um objeto esferoide no meio da nave espacial e fazer um anel se movimentar em volta dele de determinada maneira que pudesse contrair e expandir o espaço à sua volta, gerando uma bolha de dobra ao redor da espaçonave. O conceito é praticamente o mesmo — se visto de forma bem simples — que o presente em uma diversidade de obras de ficção científica do cinema, da TV e da literatura.

Físico confirma que motor para

Espaço-tempo seria acelerado para facilitar a viagem espacial (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

Essa bolha de dobra seria capaz de movimentar o espaço em volta da nave, como se ela estivesse passando através de algo muito apertado. Assim, o movimento de expansão do espaço atrás da bolha seria o responsável por movimentar a nave a velocidades incríveis.

Fora isso, como a bolha de dobra posicionaria a nave em alguma situação “nas entranhas do espaço”, as leis da relatividade de Einstein não se aplicariam diretamente. Isso porque, diretamente, nada pode superar a velocidade da luz, mas o espaço pode se comprimir e expandir a qualquer velocidade, tornando a prática da dobra praticamente ilimitada.

White explica ainda as limitações práticas do seu modelo anterior, comentando sobre a rigidez do espaço. “O espaço-tempo é bem rígido/firme, então para criar a o efeito de expansão e contração de forma útil a fim de conseguirmos atingir destinos interestelares em uma quantidade de tempo razoável, seria necessário uma grande quantidade de energia”.

Como o motor se tornou viável

Para criar a solução para esse problema, White tentou realizar uma alteração no modelo de motor de Alcubierre, no qual tinha baseado sua primeira ideia. Em volta do objeto esferoide, seria necessário que um anel permanecesse girando. Alcubierre, entretanto, imaginou esse elemento como um cinto, um anel chato. Então, White teve a ideia de melhorar a forma desse elemento, tornando-o mais grosso, quase como uma rosquinha, no formato que aparece no modelo.

Foi com isso que os cálculos da quantidade de energia e massa do motor pularam do tamanho de Júpiter para 800 kg, o equivalente à sonda Voyager 1, que explorou o Sistema Solar nos últimos anos.

Físico confirma que motor para

Modelo alterado por White diminui a necessidade de massa. (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

Resultados práticos

Todo esse trabalho feito por White baseado nas ideias de Alcubierre resultaria em velocidades incríveis de dobra. Nada comparado ao que víamos em Star Trek, em que a tripulação da USS Enterprise chegava a seus destinos em questão de segundos. Mas os resultados são bastante aceitáveis, já que poderíamos alcançar a estrela mais próxima do Sol em questão de semanas. Com isso, ir para Marte poderia ser como atravessar a rua em uma nave com um motor baseado nas ideias de White.

Além do mais, a viagem com o motor de White seria bastante precisa. Os ocupantes de uma espaçonave equipada com ele experimentariam uma sensação de movimento, mas a nave na verdade não estaria se movendo. Por conta disso, é possível parar esse efeito e recomeçá-lo com bastante precisão. Ou seja, calculando rotas com exatidão, você poderia alcançar qualquer planeta do nosso Sistema Solar sem acabar sendo sugado pela gravidade, podendo se posicionar em locais apropriados.

Experimentos

Depois de apresentar seu novo modelo de dobra espacial, White agora se ocupa em recriar miniaturas do seu motor a fim de comprovar sua teoria. Para isso, lasers estão sendo utilizados para recriar condições do espaço a fim de testar a capacidade dos protótipos.

White explica ainda que está realizando testes com um anel de capacitores de cerâmica, a fim de simular o efeito do anel em volta do esferoide original. Caso tudo corra bem, a NASA poderá recriar o equipamento em tamanho real em alguns anos, talvez décadas.

Premio para quem inventar um tricorder caseiro

Fonte: TrekBrasilis

tricorderEm 2012, a Fundação X PRIZE e a empresa de comunicações Qualcomm, inspiradas em grande parte por Jornada, lançaram um concurso que premiará com 10 milhões dólares qualquer pessoa ou equipe que conseguir desenvolver uma versão móvel e prática do Tricorder ficcional de Jornada, para que pessoas comuns possam usar em casa, sem auxílio médico. A competição continua e o Star Trek.com conversou com um especialista.

 

A missão dos concorrentes é criar um aparelho móvel que consiga diagnosticar pelo menos 15 doenças diferentes, além de ser capaz de medir comportamentos básicos da nossa saúde – saturação de oxigênio, pressão, temperatura, frequência cardíaca, entre outros. As inscrições encerraram em agosto e o prêmio deve ser entregue em junho de 2015.

A entrevista foi feita com o  Dr. Erik Viirre, Diretor Técnico/Médico e coordendor do evento.

Quem, na verdade, surgiu com a idéia de usar Jornada e o dispositivo Tricorder como a inspiração para esta competição?

DR. Viirre: No início de dezembro de 2010, Peter Diamandis, presidente e CEO da XPrize, reuniu-se com Don Jones, vice-presidente de estratégia global e desenvolvimento de mercado para a Qualcomm Life. Durante essas conversas a coisa do prêmio começou a tomar forma rapidamente. Don viu como o prêmio conceitualmente levaria ao desenvolvimento de um dispositivo semelhante ao famoso Tricorder, e iniciou uma reunião com Paul Jacobs, presidente e CEO da Qualcomm e presidente da Fundação Qualcomm. Paul Jacobs imediatamente viu o valor potencial da competição. A Fundação Qualcomm concordou em patrocinar a competição, permitindo que o Tricorder XPrize se tornasse uma realidade, que culminou com o lançamento da Qualcomm Tricorder XPrize na Consumer Electronics Show, em janeiro de 2012. Com a licença da CBS, o conceito e o nome foi um enorme impulso para a competição, porque a tecnologia deslumbrou os fãs da série, mas a licença fez muito sentido por causa da influência tecnológica da série e suas idéias.

O concurso foi anunciado em 2011 e iniciado em 2012. Que tipo de reação tem chegado por parte da comunidade científica?

DR. Viirre:  Imediatamente, após a discussão do conceito do prêmio, houve grande interesse médico, científico e tecnológico. Médicos cientistas, médicos e engenheiros de renome mundial se reuniram para colocar o projeto em conjunto. Nosso melhor exemplo desse interesse foi o anúncio formal pela FDA (órgão governamental dos Estados Unidos responsável pelo controle dos alimentos) que daria suporte para o nosso prêmio. Isto, junto com tantos outros parceiros da ciência e tecnologia, significa que estamos à beira de um evento que mudará o mundo. Sabemos que os fãs de Jornada estão predominante em organizações como a NASA, mas as escolas médicas e de bioengenharia estão cheias de fãs que queriam trazer a tecnologia de Jornada para o século 21.

Para o seu conhecimento, quantas empresas ou equipes estão disputando o prêmio?

DR. Viirre:   A partir de hoje, há 41 equipes inscritas de 9 países para a competição.

Para fazer este trabalho, o dispositivo precisa combinar saúde, tecnologias / inovações de um móvel e sem fio. Então, você está vendo as empresas realmente unindo forças para colaborar com esse projeto? São divisões dentro das empresas se unindo? 

DR. Viirre: Nós acreditamos que a colaboração entre empresas, universidades será necessário para ganhar o prêmio. Todos os requisitos são tecnicamente viáveis ​​agora, mas a vasta gama de capacidades necessárias para vencer significa muito pouco, as entidades terão tudo por conta própria. A colaboração é uma obrigação.

Qual é o cronograma a partir daqui? A inscrição está encerrada, então, quais são os próximos passos?

DR. Viirre:   As equipes têm de estar trabalhando com cuidado agora para serem capazes de competir na fase de qualificação e nas finais. No inverno de 2014, elas vão apresentar a documentação de suas tecnologias propostas, como medir sinais vitais, avaliar as condições de saúde e envolver todos os sistemas em uma plataforma móvel utilizável. A enorme diferença entre os tricorders da competição e da série é que você não vai precisar do Spock e nem do Dr. McCoy para entender como usá-lo. Esses aparelhos serão construídos para o consumidor médio.

Na primavera de 2014 um painel de jurados especialistas irá rever os planos propostos das equipes. Dez finalistas serão selecionados e notificados de que podem construir um hardware que será testado usando pessoas reais. Esses testes serão feitos no inverno e na primavera de 2015.

O vencedor é escolhido … então o quê?Como é que o avanço do produto a partir do protótipo para a realidade? Como isso rapidamente pode ser alcançado? E qual é o seu palpite de como torná-lo acessível à pessoa comum?

DR. Viirre:  Competindo para o nosso prêmio, todas as equipes terão um longo caminho para serem capazes de obter as tecnologias de seus laboratórios e em frente a comunidade médica e o público em geral.Diferentes países têm diferentes requisitos regulamentares, mas porque a nossa concorrência é baseada nos EUA e o regulador mais importante é a FDA, as equipes terão que determinar cuidadosamente como ter seus sistemas aprovados. O FDA está extremamente interessado nesta nova área de tecnologia e é um parceiro ativo no aconselhamento dos nossos competidores. Algumas equipes vão construir sistemas para os EUA e outras para outros países. Se as equipes seguirem o aconselhamento adequado e tendo a sua papelada pronta, então elas ainda terão alguns meses de testes e apresentações para obter as aprovações que precisam após a competição se encerrar. Acreditamos que, com os telefones móveis inteligentes agora, dezenas de milhões destes sistemas serão vendidos, mesmo nos primeiros anos. Não só os consumidores, mas os governos e as seguradoras vão ver a enorme melhoria nos cuidados da saúde que virá a partir de dispositivos do tipo Tricorder, e esses números irão garantir um preço justo para todos.

Você é fã da franquia? Qual é a sua parte favorita da Treknologia? 

DR. Viirre: Eu sou um fã de longa data de Jornada. Eu assisti a série original quando estava na escola e posso dizer-lhe qual é o episódio em 10 segundos. Eu vou conseguir levar meu próprio Tricorder agora, e vou ter tecnologia do XPrize embutida. Eu conheci a maioria do cenário da ponte da 1701C, incluindo o Capitão Kirk, Sr. Spock, Uhura, e o Sr. Sulu. Infelizmente, eu nunca cheguei a conhecer DeForest Kelley. No entanto, este ano tive alunos de engenharia que construíram uma réplica da cama da ala médica da Enterprise, para a investigação médica real. O monitor da enfermaria que poderia medir o funcionamento do seu corpo tão logo você se deitasse na cama era a minha treknologia favorita, e eu estou construindo isso!

Conforme informação do site oficial Tricorder XPRIZE, existe uma equipe de Curitiba na competição, mas por questões de sigilo não são divulgados os nomes. Boa sorte a todos.