Motor para “dobra espacial” é possível e viável

Fonte: ViAki

Físico confirma que motor para “dobra espacial” é possível e viável
Modelos do equipamento já estão sendo testados em miniatura para comprovar a teoria

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Quem é fã de filmes de ficção científica com certeza já deve imaginar no que implica um motor para dobra espacial: com ele, seria possível viajar pelo espaço em velocidades muito maiores que a da luz. Isso se colocarmos tudo em termos bem simples, já que quem realmente seria acelerado é o próprio espaço e não o equipamento que realizaria a viagem. Complexo? Bastante, mas completamente possível também, segundo o físico Harold White.

Ele apresentou um modelo teórico para um motor de dobra possível e viável para ser construído e operado pelo homem. Na verdade, ele realizou diversos cálculos para resolver problemas da sua teoria anterior, que também trabalhava na ordem da aceleração do espaço, mas requeria quantidades realmente astronômicas de energia e massa. Estamos falando do equivalente a massa de Júpiter para criar o dito motor! Agora, com a teoria atualizada, o valor foi reduzido para menos de 800 kg.

Como isso poderia funcionar

De acordo com White, para criar um motor de dobra seria necessário posicionar um objeto esferoide no meio da nave espacial e fazer um anel se movimentar em volta dele de determinada maneira que pudesse contrair e expandir o espaço à sua volta, gerando uma bolha de dobra ao redor da espaçonave. O conceito é praticamente o mesmo — se visto de forma bem simples — que o presente em uma diversidade de obras de ficção científica do cinema, da TV e da literatura.

Físico confirma que motor para

Espaço-tempo seria acelerado para facilitar a viagem espacial (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

Essa bolha de dobra seria capaz de movimentar o espaço em volta da nave, como se ela estivesse passando através de algo muito apertado. Assim, o movimento de expansão do espaço atrás da bolha seria o responsável por movimentar a nave a velocidades incríveis.

Fora isso, como a bolha de dobra posicionaria a nave em alguma situação “nas entranhas do espaço”, as leis da relatividade de Einstein não se aplicariam diretamente. Isso porque, diretamente, nada pode superar a velocidade da luz, mas o espaço pode se comprimir e expandir a qualquer velocidade, tornando a prática da dobra praticamente ilimitada.

White explica ainda as limitações práticas do seu modelo anterior, comentando sobre a rigidez do espaço. “O espaço-tempo é bem rígido/firme, então para criar a o efeito de expansão e contração de forma útil a fim de conseguirmos atingir destinos interestelares em uma quantidade de tempo razoável, seria necessário uma grande quantidade de energia”.

Como o motor se tornou viável

Para criar a solução para esse problema, White tentou realizar uma alteração no modelo de motor de Alcubierre, no qual tinha baseado sua primeira ideia. Em volta do objeto esferoide, seria necessário que um anel permanecesse girando. Alcubierre, entretanto, imaginou esse elemento como um cinto, um anel chato. Então, White teve a ideia de melhorar a forma desse elemento, tornando-o mais grosso, quase como uma rosquinha, no formato que aparece no modelo.

Foi com isso que os cálculos da quantidade de energia e massa do motor pularam do tamanho de Júpiter para 800 kg, o equivalente à sonda Voyager 1, que explorou o Sistema Solar nos últimos anos.

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Modelo alterado por White diminui a necessidade de massa. (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

Resultados práticos

Todo esse trabalho feito por White baseado nas ideias de Alcubierre resultaria em velocidades incríveis de dobra. Nada comparado ao que víamos em Star Trek, em que a tripulação da USS Enterprise chegava a seus destinos em questão de segundos. Mas os resultados são bastante aceitáveis, já que poderíamos alcançar a estrela mais próxima do Sol em questão de semanas. Com isso, ir para Marte poderia ser como atravessar a rua em uma nave com um motor baseado nas ideias de White.

Além do mais, a viagem com o motor de White seria bastante precisa. Os ocupantes de uma espaçonave equipada com ele experimentariam uma sensação de movimento, mas a nave na verdade não estaria se movendo. Por conta disso, é possível parar esse efeito e recomeçá-lo com bastante precisão. Ou seja, calculando rotas com exatidão, você poderia alcançar qualquer planeta do nosso Sistema Solar sem acabar sendo sugado pela gravidade, podendo se posicionar em locais apropriados.

Experimentos

Depois de apresentar seu novo modelo de dobra espacial, White agora se ocupa em recriar miniaturas do seu motor a fim de comprovar sua teoria. Para isso, lasers estão sendo utilizados para recriar condições do espaço a fim de testar a capacidade dos protótipos.

White explica ainda que está realizando testes com um anel de capacitores de cerâmica, a fim de simular o efeito do anel em volta do esferoide original. Caso tudo corra bem, a NASA poderá recriar o equipamento em tamanho real em alguns anos, talvez décadas.

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Sonda Curiosity, da NASA, encontrou água no solo de Marte

Fonte: Gizmodo

Quando você pensava que a sonda Curiosity estava se escondendo do inverno, a pequena máquina de descobertas nos trouxe uma notícia incrível: ela encontrou água no solo marciano. Cientistas da NASA publicaram cinco artigos na Science detalhando os experimentos que levaram à descoberta. É isso mesmo. Há água em marte.

 

Por mais impressionante que seja, a notícia vem com algumas ressalvas. Não é que a Curiosity tropeçou em um lago perdido sob uma montanha, ou um rio percorrendo por toda uma paisagem. Em vez disso, ela encontrou moléculas de água presas a outros minerais no solo de Marte. Mas foram muitas delas. Os pesquisadores dizem que cerca de 2% do solo marciano é feito de água.

 

“Costumamos pensar em Marte como um lugar seco – encontrar água relativamente simples para ser vista no solo da superfície foi algo animador para mim”, explicou Laurie Leshin, reitora de ciência do Instituto Politécnico Rensselaer, ao The Guardian. Ela também detalhou como a descoberta foi feita. A Curiosity coletou e peneirou uma amostra do solo da superfície antes de colocá-la em um forno. “Nós aquecemos [o solo] a 835C e afastamos todos os voláteis para medi-lo”, ela disse. “Temos uma forma sensível para observar isso e podemos detectar águas e outras coisas que são liberadas.”

 

Claro, esse não é o primeiro sinal de água no planeta vermelho. Em junho, a Curiosity encontrou uma espécie de pedra com um tipo de argila que só poderia ser formada com água, o que fez cientistas acreditarem que Marte um dia foi lar de água corrente. E, claro, há muito eles suspeitam que a água existiu no planeta devido às diferentes formações da paisagem de Marte. De fato, muito acredita-se que a água existiu em abundância em Marte, talvez até da mesma forma que na Terra.

 

A descoberta é importante por diferentes razões, mas especialmente pelo que pode significar para as futuras missões em Marte. “Agora sabemos que pode existir água facilmente acessível e abundante em Marte”, explica Leshin. “Quando enviarmos pessoas, elas podem checar o solo em qualquer lugar na superfície, aquecer um pouco, e conseguir água”. Ela faz parecer que a vida em Marte seja fácil; agora só precisamos descobrir como fazer para superar aquela imensa quantidade de radiação mortal para começar a planejar nossa viagem para lá. [Science via The Guardian]

12 missões espaciais para acompanhar em 2012

Fonte: Hypescience

Por em 9.01.2012 as 21:00 RSS RSS Feeds

O programa do ônibus espacial da Nasa acabou no ano passado, mas isso não significa que não haverão outros lançamentos fantásticos em 2012.

Pelo contrário: de viagens espaciais turísticas e naves privadas que irão visitar a Estação Espacial Internacional até um pouso em Marte e um laboratório espacial chinês tripulado, grandes viagens é o que não vão faltar neste ano.

Dê uma olhada nesta lista e confira 12 missões espaciais que você não pode deixar de acompanhar em 2012.

1. Seres humanos vão continuar no espaço

Como já acontece há mais de uma década, pessoas serão enviadas para a Estação Espacial Internacional para manter a presença humana no espaço que tem sido constante desde o ano 2000.

Doze pessoas devem viajar a Estação Espacial Internacional em quatro lançamentos diferentes neste ano. Esses homens e mulheres vão passar cerca de seis meses no espaço, podendo fazer experiências em um laboratório único já feito por humanos.

2. Sondas pelo sistema solar (e fora dele)

Muitas das sondas robóticas que estão explorando o sistema solar irão atingir suas metas neste ano.

A sonda Cassini, que está orbitando Saturno desde 2004, vai fazer vôos rasantes múltiplos nas luas Titã e Encélado e vôos mais distantes em vários outros satélites do planeta, incluindo Helene, Mimas, Jano, Polideuces, Telesto, Palene e Dione.

A missão Messenger, da Nasa, irá continuar os estudos no planeta mais próximo do sol, Mercúrio. E a missão New Horizons, lançada em 2006, vai se aproximar de Plutão como nenhuma nave já conseguiu fazer. A New Horizons deve atingir sua meta em 2015.

Nesse meio tempo a sonda Opportunity, da Nasa, continuará sua missão, enquanto a distante sonda Voyagern continua seu caminho para fora do sistema solar.

3. Novas adições na Estação Espacial Internacional

A Estação Espacial Internacional tem o tamanho de um campo de futebol e custou aproximadamente 185 bilhões de reais. Ela foi construída pelos Estados Unidos, Rússia, Agência Espacial Europeia, Japão e Canadá.

Em maio de 2012, a Rússia vai lançar o Módulo do Laboratório Multifuncional, que será adicionado à estação espacial, substituindo compartimentos mais antigos. O novo módulo irá abrigar experimentos científicos e também irá servir para área de descanso da tripulação.

4. Aterrissagem do avião espacial de espionagem dos EUA

A Força Aérea dos EUA tem uma sonda de espionagem secreta chamada X-37B em órbita. O veículo espacial não tripulado foi lançado no topo do foguete Atlas 5 na Flórida, em 5 de março de 2011.

Apenas o segundo de seu tipo, o X-37B foi programado para uma missão de nove meses, mas já superou esse objetivo. O veículo deve voltar para a Terra em 2012 e é possível que outra nave do tipo seja lançada ainda este ano.

5. Testes do Dream Chaser iniciam este ano

O Dream Chaser é uma nave espacial privada construída nos Estados Unidos. A nave é uma tentativa de servir de transporte para astronautas da Nasa rumo a Estação Espacial Internacional.

Em 2012, será feito um teste para quedas de grandes altitudes para avaliar as capacidades de pouso da nave. Se a Dream Chaser mostrar que pode ser perdida na volta para o chão ou apresentar falhas ela será descartada.

6. Nave da Nasa irá pousar em Marte

O veículo explorador Curiosity, da Nasa, peça central da missão Mars Science Laboratory (MSL), deve chegar ao planeta vermelho em 6 de agosto de 2012 e é uma das missões mais esperadas do ano.

7. Rumo ao asteróide Ceres

A sonda Dawn, que tem orbitado o enorme asteróide Vesta, vai em direção de outra gigantesca rocha espacial em julho deste ano: Ceres.

A Nasa lançou a Dawn em 2007 em uma missão para visitar os maiores asteróides do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Dawn só deve chegar em Ceres em 2015. Até lá, ela continua dando voltas e nos mandando incríveis vistas de Vesta durante grande parte deste ano.

8. LightSail-1, uma nova vela solar

LightSail-1 é uma nave vela solar não tripulada que está sendo desenvolvida pela Planetary Society, uma organização sem fins lucrativos que defende a exploração espacial.

A Planetary Society tem tentado repetidamente lançar uma vela solar em órbita, e o LightSail-1 é um dos três veículos planejados pelo grupo.

A espaçonave é composta por três naves espaciais em forma de cubo e deve ser lançada ainda este ano.

9. Sondas Grail chegam à lua

A Nasa começou o ano com a chegada de duas novas sondas não tripuladas à lua. As duas sondas gêmeas Grail chegaram ao satélite no dia 31 de dezembro em uma missão que custou mais de 912 milhões de reais. As sondas irão mapear a lua por pelo menos três meses.

10. Primeiro laboratório espacial chinês tripulado

Em 2011, a China lançou seu primeiro laboratório espacial com êxito. Astronautas chineses devem viajar para o laboratório este ano durante as próximas missões.

11. Turismo espacial cada vez mais próximo

O turismo espacial suborbital da empresa Virgin Galactic, criada pelo bilionário britânico Richard Branson, dará um grande salto em 2012. Especialistas antecipam que a nave da Virgin Galactic irá realizar seu primeiro teste de vôo neste ano.

A nave da Virgin Galactic irá voar com passageiros que desembolsarem cerca de 370 mil reais para passeios no espaço.

12. Dragon e Cygnus irão visitar a Estação Espacial Internacional

Em 2012, a primeira nave privada deve fazer sua viagem inaugural para a para a Estação Espacial Internacional. A cápsula SpaceX Dragon deve ser lançada no topo de um foguete no dia 7 de fevereiro.

Outra nave espacial privada, a cápsula Cygnus, também deve fazer sua estreia em 2012. Ela deverá ir para o espaço em maio. [Space]

Viagem a Marte será obra de toda a humanidade, diz ex-cosmonauta Talgat Musabayev

ASTANA – Uma missão tripulada a Marte só será possível com esforço internacional conjunto e com a promessa de um desenvolvimento pacífico do espaço, afirmou o ex-cosmonauta e presidente da Agência Nacional Espacial do Casaquistão, Talgat Musabayev.

“Uma tentativa individual por partes das grandes potências espaciais, como a Rússia, Estados Unidos, União Europeia e a China, seria muito difícil de ser bem sucedida pelo custo elevado. A viagem a Marte deve ser obra de toda a humanidade”, explica Musabayev em entrevista à Agência Efe, na capital Casaque.

Para isso, é imprescindível conceber o desenvolvimento espacial “como uma empresa pacífica, que deixe para trás toda sua leviandade militar”, incluindo os escudos antimísseis que usam o espaço como base, acrescenta o ex-cosmonauta.

Musabayev é o criador de uma estratégia para retirar seu país do ostracismo espacial, no marco da aprovação de uma lei nesta quarta-feira que irá facilitar o desenvolvimento da tecnologia no cosmos e em comemoração aos seus 20 anos de independência.

O primeiro passo, no entanto, foi dado pelo presidente Casaque, Nursultan Nazarbayev, ao criar em 2006 a Agência Nacional Espacial do Casaquistão, presidida por Musabayev.

Condecorado herói da Federação Russa e do Casaquistão, com a Legião de Honra francesa e atualmente recebendo a Ordem do Primeiro Presidente do Casaquistão, Talgat Musabayev possui o melhor dos expedientes no espaço com suas missões à estação Mir em 1994 e 1998.

Em abril de 2001, foi comandante da nave Soyuz TM-32 que levou à Estação Espacial Internacional (ISS) o primeiro turista do espaço, o milionário americano Dennis Tito.

Agora, o ex-astronauta substitui a emoção dos passeios pelo infinito pela não menos complicada missão de pôr seu país na primeira linha da nova “corrida espacial”.

De acordo com Musabayev, o Casaquistão não só conta com quadro de especialistas nesse campo, mas neste país reside a pedra angular das missões espaciais do século passado e, provavelmente, das próximas décadas: Baikonur.

Esta base está em território Casaque e, embora esteja locada à Rússia, representa uma peça chave da estratégia do Casaquistão para desenvolver seu próprio programa espacial, principalmente depois que em 2007 seu Governo assumiu a responsabilidade pelo funcionamento e concessão das imprescindíveis permissões para as missões lançadas ali.

Criada em 1955, Baikonur foi concebida para ser um centro militar para o lançamento de mísseis balísticos, e depois passou a ser a maior base de uso civil do planeta, com uma superfície de 7,6 mil quilômetros quadrados, explicou Musabayev.

“Desde o início foi concebido como um lugar onde imperava segredo absoluto, o que pode ser visto aos muitos nomes que recebeu até 1995, quando passou a se chamar Baikonur”, acrescenta.

Em 1957 já havia sido realizado o primeiro teste em suas instalações de mísseis balísticos e neste mesmo ano foi lançado o primeiro satélite ao espaço.

De Baikonur, partiu o primeiro voo espacial orbital, com o lendário Yuri Gagarin em 1961, lembra Musabayev.

“Para ser astronauta, além de uma rigorosa preparação que dura toda a vida, é necessário querer, desejar muito de todo o coração e eu quis desde 1961, quando vi aos dez anos a expedição ao espaço de Gagarin”, disse.

Além de Baikonur e da legislação em andamento, o Casaquistão conta com novo centro tecnológico em Astana, dedicado à prova de aparelhos e instrumental espacial, que deve ficar pronto no final de 2013, com o lançamento de vários satélites de última geração.

Neste centro participam diretamente empresas francesas e companhias de outros países europeus.

O objetivo é “o uso pacífico e compartilhado do espaço”, que “irá servir de base para aventuras de maiores, como a de Marte”, conclui Musabayev.

Rússia lança sonda para buscar amostra de lua de Marte

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica

Phobos-Grunt significa “solo de Fobos”, uma referência ao principal objetivo da sonda espacial, que é coletar e trazer de volta à Terra amostras da lua Fobos, de Marte. [Imagem: Roscosmos]

Atualização 2 – 09/11 14h45

Em nota, a Roskosmos informou que a telemetria indica que a sonda está em uma órbita que deverá se manter estável por duas semanas, o que ampliaria a janela para que os comandos de reinício da missão fossem transmitidos à nave.

A primeira tentativa de reinicialização será feita nesta quinta-feira, 10, entre 20h00 e 23h00, no horário de Brasília.

Especialistas argumentam que não se pode esperar muitas tentativas, uma vez que o arrasto atmosférico ao longo dos próximos dias poderia trazer a Phobos-Grunt para uma órbita baixa demais, tornando seu combustível insuficiente para continuidade da missão.

Atualização 1 – 09/11 08h00

Depois de entrar em órbita, a sonda não conseguiu estabelecer sua própria localização de forma automática, com base nas estrelas, o que impediu o acionamento dos motores para seu primeiro impulso rumo a Marte.

Contudo, como ela se encontra em uma órbita estável, os controladores têm três dias para atualizar o software e tentar corrigir a falha, sem perder a janela de lançamento.

Novas atualizações serão publicadas conforme a situação se modifique.

Notícia original


Solo de Fobos

A Rússia acaba de lançar a sonda Phobos-Grunt rumo à lua Fobos, de Marte.

O nome da missão, Phobos-Grunt, significa “solo de Fobos”, uma referência ao principal objetivo científico da sonda espacial, que é coletar e trazer de volta à Terra amostras da lua Fobos.

A missão marca também a estreia da China no chamado “espaço distante” – além da nossa Lua: a sonda leva a bordo o pequeno satélite chinês Yinghuo-1, que irá se separar da Phobos-Grunt e passar dois anos observando Marte.

Os cientistas levantam duas hipóteses sobre a origem de Fobos: a primeira é que a lua é um asteroide vindo do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, tendo sido capturada pela gravidade do planeta.

Outros, contudo, acreditam que Fobos seja um pedaço ejetado de Marte pelo choque de asteroides, algo que deve ter ocorrido há cerca de 4 bilhões de anos.

A missão poderá finalmente decidir quem tem razão.

Amostras da lua de Marte

Apesar de a Rússia não ter tido sorte em suas tentativas anteriores de explorações além da Lua, a missão é uma pechincha em comparação com projetos da NASA e da ESA: cerca de US$160 milhões.

O projeto é uma herança das sondas Luna, que trouxeram amostras da Lua nos anos 1970 – embora todos os equipamentos sejam novos e atualizados.

A Phobos-Grunt pesa 13,5 toneladas, mas seus equipamentos científicos se restringem a 50 quilogramas.

Espera-se que a missão consiga trazer 200 gramas de “solo” de Fobos – essencialmente poeira de rochas – de volta à Terra.

Se tudo correr bem – e especialistas argumentam que a missão tem muitos riscos associados com cada fase de sua operação – a Phobos-Grunt deverá chegar a Marte em Outubro de 2012, pousando em Fobos em Fevereiro de 2013.

Os esperados 200 gramas de poeira da exolua deverão chegar de volta à Terra em Agosto de 2014.

Depois de despachar de volta a tão esperada amostra, o restante da sonda Phobos-Grunt continuará na superfície de Fobos, coletando dados e transmitindo-os à Terra. [Imagem: Roscosmos]

A missão continua

As amostras coletadas permitirão tanto uma datação da lua quanto testar a teoria de sua origem como material ejetado de Marte.

Alguns cientistas estão particularmente interessados na eventual identificação de alguma matéria orgânica, embora seja uma hipótese muito improvável – mesmo na hipótese de ser um pedaço arrancado de Marte, seriam rochas ígneas, com pouca concentração de uma eventual matéria orgânica presente na superfície do planeta na época.

Depois de despachar de volta a tão esperada amostra, o restante da sonda Phobos-Grunt continuará na superfície de Fobos, coletando dados e transmitindo-os à Terra.

Os equipamentos científicos incluem vários espectrômetros e cromatógrafos, além de gravímetro, sismógrafo, termodetector e radar.

Para saber detalhes a respeito da perfuratriz espacial, responsável por coletar as amostras do solo de Fobos, veja a reportagem:

Nave russa vai buscar amostra da lua de Marte

Nave movida a água barateia viagem a Marte em 100 vezes

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica – 28/03/2011

Poderia uma espaçonave interplanetária ser alimentada unicamente por água? ”]

A resposta é sim, segundo dois pesquisadores da área.

Brian McConnell e Alex Tolley defenderam a ideia da criação da nave, que eles batizaram de “carruagem espacial”, em um artigo publicado no jornal da Sociedade Interplanetária Britânica.

Carruagem espacial

Segundo os pesquisadores, uma viagem a Marte em uma nave alimentada a água custaria o equivalente a um único lançamento de um ônibus espacial até a Estação Espacial Internacional.

Ao contrário dos ônibus espaciais, a carruagem espacial seria uma nave estritamente espacial, dispensando as especificações necessárias ao pouso, o que poderia ser feito por naves auxiliares projetadas especificamente para isso.

Esta ideia também foi defendida pela NASA na semana passada, quando a agência espacial apresentou um novo conceito de nave espacial para voos de longa duração.

A carruagem espacial também aproveitaria o conceito de módulos infláveis, defendidos por Robert Bigelow para a construção do seu hotel espacial.

E, segundo os pesquisadores, sua nave espacial não depende de nenhuma inovação tecnológica futura: “É realmente um projeto de integração de sistemas. A tecnologia fundamental está toda disponível,” disse McConnell.

Nave movida a água

O que mais chama a atenção na carruagem espacial, contudo, é o seu combustível, exclusivamente água.

O motor da espaçonave “queimaria” a água no interior de motores eletrotermais acionados por micro-ondas.

Motores eletrotermais são um tipo de sistema de propulsão elétrica, a exemplo dos motores iônicos e do motor vasimir.

Eles já foram testados em laboratório usando a água como propelente. Segundo os pesquisadores, esses motores “provaram ser várias vezes mais eficientes no consumo de combustível do que os foguetes químicos convencionais”.

Esses motores superaquecem a água no interior de uma câmara. O vapor resultante é ejetado por um bocal semelhante aos bocais dos foguetes comuns, fornecendo o impulso à nave.

Motores eletrotermais

A energia elétrica para os motores, assim como para toda a nave, seria fornecida por grandes painéis solares, o que levou a um design “chapado” da nave para ampliar a área disponível tanto para o armazenamento da água quanto para a instalação dos painéis solares.

Os motores eletrotermais a água fornecem pouco empuxo em relação aos motores químicos, mas, como poderiam funcionar por muito mais tempo, propiciaram uma aceleração contínua à nave, permitindo que as missões fossem feitas nos tempos previstos atualmente – uma viagem a Marte levaria cerca de seis meses.

Para dar maior agilidade e capacidade de manobra, principalmente em situações de emergência, a nave teria pequenos motores químicos, similares aos usados em satélites e sondas espaciais.

“A capacidade de usar a água como propelente altera radicalmente a economia das missões de longo alcance, reduzindo o custo de uma missão em até 100 vezes, tornando as missões ao espaço profundo comparáveis em termos de custos às atuais missões tripuladas à órbita baixa da Terra,” dizem os pesquisadores, referindo-se aos ônibus espaciais norte-americanos.

Escudos de água

A água teria outras utilidades além de servir como combustível e, na verdade, condiciona todo o projeto da nave.

Os módulos infláveis teriam camadas externas cheias de água, que serviria como um escudo contra a radiação do espaço.

A água também poderia ser incorporada nas próprias paredes dos módulos infláveis, congelando em contato com o frio do espaço e funcionando como um escudo rígido contra os micrometeoritos e outros detritos que possam se chocar com a nave durante a viagem.

A grande disponibilidade de água também possibilitará o cultivo de plantas para alimentação e, coisa inédita no espaço, permitirá até mesmo que os astronautas tomem banho de banheira.

Os pesquisadores defendem a utilização de uma frota dessas carruagens espaciais viajando pelo Sistema Solar, reabastecendo-se de água na órbita baixa da Terra ou de água “minerada” na Lua ou mesmo em Marte.

Bibliografia:

A Reference Design For A Simple, Durable and Refuelable Interplanetary Spacecraft
Alex Tolley, Brian McConnell
Journal of the British Interplanetary Society
March 2011
Vol.: In Press

Dia e noite em Marte

Dia e noite em Marte

Marte e Terra possuem diversas similaridades, a NASA já pensa até mesmo em enviar astronautas para lá e esses não voltarem mais, como colonizadores do famoso planeta vermelho. O vídeo abaixo é incrível…uma sonda estacionada em Marte filma um dia e uma noite no planeta, tudo em menos de dois minutos.